ENEM 2020 | #PensinaAprovação: Português

Para fechar o nosso especial #PensinaAprovação, que ajuda nossos alunos a atingirem a nota máxima no ENEM, preparamos este post, que aborda o conteúdo de Português. Segundo nosso expert na disciplina, Arenildo Santos, é muito importante saber sobre variação linguística para ir bem no ENEM, então continue lendo para ficar por dentro do assunto.

Antes de tudo, precisamos lembrar que o #PensinaAprovação é uma série completa que aborda todas as disciplinas cobradas pelo Exame. Se quiser acessar os outros conteúdos, confira abaixo:

 

 

Preparados para o conteúdo de Português? Então vamos lá!

 

Professor Arenildo - Literatura
Professor Arenildo

 

Línguas Vivas importam…  Preconceito linguístico?  Nunca mais!

A língua é a vestimenta das ideias. Assim, a língua é uma espécie de roupagem.   Devemos usar uma roupa adequada a cada situação, a cada evento; da mesma forma, a língua.  Existe uma variedade de roupas?  Sim.  Existe uma variedade de línguas? Sim.  Tecnicamente, chamamos de variantes linguísticas as variadas modalidades de que nos servimos para nos comunicarmos em sociedade.  Vejamos algumas dessas variações:

 

  • Variações históricas (diacrônicas):

Se as línguas não mudassem, estaríamos falando Latim até hoje.   Não temos de temer as mudanças. Ao contrário; temos de temer a estagnação linguística.   Não faria sentido nos referirmos hoje a alguém como o tratamento “Vossa Mercê”.   Essa forma passou por “mutações linguísticas”, e hoje temos o “você”.   As mudanças históricas acontecem paulatinamente, mas, por vezes, elas resultam de Acordos Ortográficos, por exemplo.  Até há pouco tempo, usávamos trema em “lingüiça” e acento em “idéia”.  Hoje, devemos escrever- de acordo com a recente Reforma Ortográfica, “lingüiça” e “ideia”.  À medida que o tempo passa, maior estranheza o trema causa às pessoas.  Aos poucos, virará – definitivamente – “coisa do passado”.

 

  • Variações geográficas (diatópicas)

As línguas apresentam peculiaridades que mudam de região para região.   Nem sempre é fácil, por exemplo, o pleno diálogo entre um brasileiro e um português, embora o idioma seja  o mesmo.   Isso acontece porque há uma série de fatores – sobretudo de natureza fonética – que diferenciam o português do Brasil e o português de Portugal.   Aqui mesmo, no Brasil, “mandioca”, “aipim” e “macaxeira” se referem ao mesmo alimento, mas, dependendo da região, um dos vocábulos é mais largamente usado que os demais.

 

  • Variações sociais (diastráticas)

Dependendo do grupo social, ocorrem peculiaridades também.   Houve uma época em que “mina” era usado como sinônimo de “garota” ou mesmo de “namorada”.  Pessoas, hoje em dia, da terceira dia ainda podem reconhecer esse sentido, mas os jovens não.  Vê-se que a faixa etária contribui com as variações sociais.   O jargão profissional (expressões típicas do universo do Direto, do universo da medicina, do universo esportivo etc.) também exemplificam as variações sociais.  Em tempos de pandemia, por exemplo, o cidadão comum passou a conviver com uma série de expressões do âmbito da medicina:

 

  • Variações estilísticas (diafásicas)

O próprio individuo, à medida que corre o dia, muda sua maneira de falar, adequando-a a cada situação.   É comum se afirmar que temos de ser “poliglotas” em nossa própria língua.   O linguajar praticado no lar não é, em geral, o mesmo praticado, por exemplo, em um sala de aula na universidade.  As variações de estilo tangenciam os chamados níveis formal e informal da língua.

 

  • Preconceito linguístico

Ninguém pode julgar ninguém pela maneira como fala ou escreve .   Isso é preconceito linguístico. A maneira como uma pessoa fala nada tem a ver com o seu caráter.    Por isso, deve-se conceber a norma culta, por exemplo, apenas como uma das muitas possibilidades linguísticas.     No complexo social, a norma culta é tão importante quanto qualquer outra variação, pois o que conta mesmo é a harmonia entre contexto sociolinguístico e variação linguística.

 

O ENEM está cada vez mais próximo e a gente quer muito te ajudar a alcançar o sonho da aprovação. Esperamos que tenha gostado da nossa série #PensinaAprovação. Vamos com tudo!

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Escrito por:
Ana Cintia Matos


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