Estimule a autonomia e a independência nos seus filhos

Formar um indivíduo completo exige muita dedicação voltada para o bem-estar das crianças, o que envolve muitas questões. Isso inclui a preocupação com a independência do pequeno, que o tornará, um adulto confiante, responsável e preparado para qualquer desafio, seja na vida pessoal, seja na vida profissional. Para que você  estimule a autonomia e a independência nos seus filhos, nós preparamos este post especial.

O nosso maior objetivo como escola é formar indivíduos completos e entendemos a importância da autoconfiança para alcançar tal objetivo – exatamente por isso ela é um dos nossos valores. Mas o que realmente faz a diferença na formação de um cidadão é a parceria entre escola e família, então confira nossas dicas e vamos juntos formar adultos mais preparados e felizes. Dessa forma eles se tornarão sua melhor versão.

 

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1. Cada criança tem seu tempo para se desenvolver e desenvolver autonomia

O psicólogo Jean Piaget era especialista em desenvolvimento e propôs quatro estágios para o desenvolvimento humano. Para isso, usou como base a aproximação da faixa etária, não determinando uma idade exata. Isso porque cada ser humano tem seu próprio tempo de crescimento e desenvolvimento. Dessa forma, é preciso ter paciência e estimular a criança o máximo possível, de acordo com suas limitações. Também é fundamental que a metodologia da escola em que a criança estuda leve em consideração as necessidades de cada aluno. A importância disso é que, para além da preparação acadêmica, as crianças aprendem a reconhecer seus limites e a superá-los.

2. Evite fazer pela criança aquilo que ela já sabe e consegue fazer sozinha 

Alguns pais, sem perceberem, acabam não estimulando a autonomia das crianças, porque acreditam que elas ainda não são capazes de fazerem algo. Eles podem pensar até que, se a criança fizer alguma atividade, demorará muito ou não fará da forma que os adultos querem. Essa demora ou diferença ao realizar atividades é completamente normal, afinal, como você leu acima, cada um tem sua individualidade. Por isso, é importante deixar que a criança faça ela mesma aquilo que já é capaz de fazer, sempre com supervisão, é claro. Um exemplo é a criança que está na faixa etária entre 5 e 7 anos e já tem sua coordenação motora bem desenvolvida, podendo, inclusive, ajudar nas tarefas domésticas. Apesar disso, muitos pais não deixam o pequeno se envolver. Segundo a psicopedagoga Luciana Brites, coautora do livro “Como saber do que seu filho realmente precisa”, nesse estágio de desenvolvimento, a criança já é capaz de comer, se vestir e tomar banho sozinha. Por isso, deixe que o pequeno (e também o maior) assuma essas tarefas e se desenvolva plenamente. No primeiro momento, você pode supervisionar, mas confie e não realize tarefas por ele.

3. Estimule a autonomia também permitindo que erros sejam cometidos

Em um primeiro momento, o conselho “deixe que seu filho erre” pode parecer assustador para alguns, mas a verdade é que a experiência é um dos melhores métodos de ensino. Encoraje seu filho sempre e não fique ansioso com erros que poderão (e muito provavelmente irão) acontecer, principalmente quando ele fizer algo pela primeira vez. O erro o induzirá à reflexão, o que o levará à solução! É esse tipo de pensamento que crianças e adolescentes precisam ter para se desenvolverem cada vez mais. Neste caso, as habilidades socioemocionais serão fundamentais. E você pode ajudá-lo a vencer a frustração do erro contando a ele sobre exemplos de sucesso que evoluíram em consequência das falhas que cometeram, como Steve Jobs. A ideia de que ele pode sempre se aperfeiçoar e superar desafios é importantíssima para o seu sucesso! Um estudo da Harvard University mostrou que falhar em 15% das tentativas pode aumentar a confiança e a capacidade de aprendizado mais do que se prevenir dos erros. 

4. Evite falar por ele

Podem existir algumas situações em que você precisará falar pela criança, mas é muito provável que elas não sejam constantes. Na maioria das vezes, no dia a dia, o pequeno é perfeitamente capaz de falar por si só, mostrar seus interesses, gostos e se posicionar. É assim que ele desenvolverá seu autoconhecimento. Dessa forma, quando vocês estiverem, por exemplo, comprando roupas, deixe que a criança escolha o que a agrada dentro dos limites que você achar melhor. Estabeleça valores e modelos apropriados para a ocasião em que a roupa será necessária. Nos casos em que forem almoçar na casa de familiares e amigos, deixe a criança falar o que quer e, se ela for mais velha, deixe até mesmo que se sirva. Em restaurantes, também deixe-a fazer seu pedido, mas sempre oriente a escolha saudável. Antes de chamar o garçom, converse com ela sobre o que ela deseja. Basicamente, trata-se de guiar pelo caminho e não de percorrê-lo no lugar da criança. 

5. Converse sobre o uso consciente da tecnologia com seu filho e deixe-o ter acesso a ela

Ainda seguindo a linha de pensamento de “indicar o caminho, mas não levar a criança até o ponto de chegada”, proibir o acesso às ferramentas tecnológicas pode atrasar o desenvolvimento do pequeno. Isso porque, além da tecnologia ser parte da geração dele, que já nasceu conectada, ela pode ser um grande portal para o conhecimento e desenvolvimento. Por isso, deixe que ele use de forma consciente e proveitosa as tecnologias. O nosso próprio Portal do Aluno é um bom exemplo disso. Para além dele, temos as redes sociais, que, se usadas adequadamente, podem fazer a diferença para um bom aprendizado. Há diversos perfis do Instagram que dão dicas válidas de estudo, por exemplo. Para as crianças maiores e adolescentes, é interessante que eles possam fazer um uso mais “livre” da tecnologia, mas também supervisionada por um responsável! 

Uma pesquisa feita pela Universidade de Montreal mostrou que, quando os responsáveis dão autonomia às crianças, há um impacto positivo na função executiva dos pequenos, que é um dos pilares do desenvolvimento cognitivo. A pesquisa serve perfeitamente para comprovar que, quanto mais autonomia nossos alunos têm (e desenvolvem), maiores são as chances de eles se tornarem líderes bem-sucedidos. 

Além disso, segundo a BNCC, uma das principais habilidades que as crianças precisam desenvolver é “ser proativo para identificar os dados de uma situação e buscar soluções, conviver e aprender com as diferenças e as diversidades”. Juntos, escola e família, podem ajudar crianças e adolescentes a alcançarem esse desenvolvimento completo, principalmente quando adotam medidas que estimulem a autonomia e a independência nos pequenos.

Escrito por:
Ana Cintia Matos


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